sábado, 7 de abril de 2012

Mensagem do Papa para a Páscoa

“Resurrectio Domini, spes nostra – a ressurreição do Senhor é a nossa esperança”
Amados irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro!
A todos vós formulo cordiais votos de Páscoa com as palavras de Santo Agostinho: “Resurrectio Domini, spes nostra – a ressurreição do Senhor é a nossa esperança” (Agostinho, Sermão 261, 1). Com esta afirmação, o grande Bispo explicava aos seus fiéis que Jesus ressuscitou para que nós, apesar de destinados à morte, não desesperássemos, pensando que a vida acaba totalmente com a morte; Cristo ressuscitou para nos dar a esperança (cf. ibid.).

Com efeito, uma das questões que mais angustia a existência do homem é precisamente esta: o que há depois da morte? A este enigma, a solenidade de hoje permite-nos responder que a morte não tem a última palavra, porque no fim quem triunfa é a Vida. E esta nossa certeza não se funda sobre simples raciocínios humanos, mas sobre um dado histórico de fé: Jesus Cristo, crucificado e sepultado, ressuscitou com o seu corpo glorioso. Jesus ressuscitou para que também nós, acreditando n’Ele, possamos ter a vida eterna. Este anúncio situa-se no coração da mensagem evangélica. Declara-o com vigor São Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a nossa fé”. E acrescenta: “Se tão somente nesta vida esperamos em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens” (1 Cor 15, 14.19). Desde a alvorada de Páscoa, uma nova primavera de esperança invade o mundo; desde aquele dia, a nossa ressurreição já começou, porque a Páscoa não indica simplesmente um momento da história, mas o início duma nova condição: Jesus ressuscitou, não para que a sua memória permaneça viva no coração dos seus discípulos, mas para que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida eterna.
Portanto a ressurreição não é uma teoria, mas uma realidade histórica revelada pelo Homem Jesus Cristo por meio da sua “páscoa”, da sua “passagem”, que abriu um “caminho novo” entre a terra e o Céu (cf. Heb 10, 20). Não é um mito nem um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um acontecimento único e irrepetível: Jesus de Nazaré, filho de Maria, que ao pôr do sol de Sexta-feira foi descido da cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo. De fato, ao alvorecer do primeiro dia depois do Sábado, Pedro e João encontraram o túmulo vazio. Madalena e as outras mulheres encontraram Jesus ressuscitado; reconheceram-No também os dois discípulos de Emaús ao partir o pão; o Ressuscitado apareceu aos Apóstolos à noite no Cenáculo e depois a muitos outros discípulos na Galileia.
O anúncio da ressurreição do Senhor ilumina as zonas escuras do mundo em que vivemos. Refiro-me de modo particular ao materialismo e ao niilismo, àquela visão do mundo que não sabe transcender o que é experimentalmente constatável e refugia-se desconsolada num sentimento de que o nada seria a meta definitiva da existência humana. É um fato que, se Cristo não tivesse ressuscitado, o “vazio” teria levado a melhor. Abstraíram-se de Cristo e da sua ressurreição, não há escapatória para o homem, e toda a sua esperança permanece uma ilusão. Mas, precisamente hoje, prorrompe com vigor o anúncio da ressurreição do Senhor, que dá resposta à pergunta frequente dos cépticos, referida nomeadamente pelo livro do Coeleth: “Há porventura qualquer coisa da qual se possa dizer: / Eis, aqui está uma coisa nova?” (Co 1, 10). Sim – respondemos -, na manhã de Páscoa, tudo se renovou. “Mors et vita / duello conflixere mirando: dux vitae mortuus / regnat vivus – Morte e vida defrontaram-se / num prodigioso combate: / O Senhor da vida estava morto; / mas agora, vivo, triunfa”. Esta é a novidade! Uma novidade que muda a vida de quem a acolhe, como sucedeu com os santos. Assim aconteceu, por exemplo, com São Paulo.
No contexto do Ano Paulino, várias vezes tivemos ocasião de meditar sobre a experiência do grande Apóstolo. Saulo de Tarso, o renhido perseguidor dos cristãos, a caminho de Damasco encontrou Cristo ressuscitado e foi por Ele “conquistado”. O resto já sabemos. Aconteceu em Paulo aquilo que ele há de escrever mais tarde aos cristãos de Corinto: “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O que era antigo passou: tudo foi renovado!” (2 Cor 5, 17). Olhemos para este grande evangelizador que, com o audaz entusiasmo da sua ação apostólica, levou o Evangelho a muitos povos do mundo de então. Que a sua doutrina e o seu exemplo nos estimulem a procurar o Senhor Jesus; nos animem a confiar n’Ele, porque o sentido do nada, que tende a intoxicar a humanidade, já foi vencido pela luz e a esperança que dimanam da ressurreição. Já são verdadeiras e reais as palavras do Salmo: “Nem as trevas, para Vós, têm obscuridade / e a noite brilha como o dia” (139/138, 12). Já não é o nada que envolve tudo, mas a presença amorosa de Deus. Até o próprio reino da morte foi libertado, porque também aos “infernos” chegou o Verbo da vida, impelido pelo sopro do Espírito (Sal 139/138, 8).
Se é verdade que a morte já não tem poder sobre o homem e sobre o mundo, todavia restam ainda muitos, demasiados sinais do seu antigo domínio. Se, por meio da Páscoa, Cristo já extirpou a raiz do mal, todavia precisa de homens e mulheres que, em todo o tempo e lugar, O ajudem a consolidar a sua vitória com as mesmas armas d’Ele: as armas da justiça e da verdade, da misericórdia, do perdão e do amor. Tal foi a mensagem que, por ocasião da recente viagem apostólica aos Camarões e a Angola, quis levar a todo o Continente Africano, que me acolheu com grande entusiasmo e disponibilidade de escuta. De fato, a África sofre desmedidamente com os cruéis e infindáveis conflitos – frequentemente esquecidos – que dilaceram e ensanguentam várias das suas Nações e com o número crescente dos seus filhos e filhas que acabam vítimas da fome, da pobreza, da doença. A mesma mensagem repetirei com vigor na Terra Santa, onde terei a alegria de me deslocar daqui a algumas semanas. A reconciliação difícil mas indispensável, que é premissa para um futuro de segurança comum e de pacífica convivência, não poderá tornar-se realidade senão graças aos esforços incessantes, perseverantes e sinceros em prol da composição do conflito israelita-palestino. Da Terra Santa, o olhar estende-se depois para os países limítrofes, o Médio Oriente, o mundo inteiro. Num tempo de global escassez de alimento, de desordem financeira, de antigas e novas pobrezas, de preocupantes alterações climáticas, de violências e miséria que constringem muitos a deixar a própria terra à procura duma sobrevivência menos incerta, de terrorismo sempre ameaçador, de temores crescentes perante a incerteza do amanhã, é urgente descobrir perspectivas capazes de devolverem a esperança. Ninguém deserte nesta pacífica batalha iniciada com a Páscoa de Cristo, o Qual – repito-o – procura homens e mulheres que O ajudem a consolidar a sua vitória com as suas próprias armas, ou seja, as armas da justiça e da verdade, da misericórdia, do perdão e do amor.
Resurrectio Domini, spes nostra – a ressurreição de Cristo é a nossa esperança! É isto que a Igreja proclama hoje com alegria: anuncia a esperança, que Deus tornou inabalável e invencível ao ressuscitar Jesus Cristo dos mortos; comunica a esperança, que ela traz no coração e quer partilhar com todos, em todo o lugar, especialmente onde os cristãos sofrem perseguição por causa da sua fé e do seu compromisso em favor da justiça e da paz; invoca a esperança capaz de suscitar a coragem do bem, mesmo e sobretudo quando custa. Hoje a Igreja canta “o dia que o Senhor fez” e convida à alegria. Hoje a Igreja suplica, invoca Maria, Estrela da Esperança, para que guie a humanidade para o porto seguro da salvação que é o coração de Cristo, a Vítima pascal, o Cordeiro que “redimiu o mundo”, o Inocente que “nos reconciliou a nós, pecadores, com o Pai”. A Ele, Rei vitorioso, a Ele crucificado e ressuscitado, gritamos com alegria o nosso Aleluia!
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Benedictus PP XVI
FONTE: Sala de Imprensa do Vaticano-Roma

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Normas da Igreja

PADRINHOS E MADRINHAS: COMO DEVEM SER?

* Dom Hilário Moser, SDB

A primeira “escola da fé” para as crianças, os adolescentes e os jovens deveria ser a própria família, e os pais, seus primeiros “catequistas”. Quando a fé é semeada e cultivada nos corações dos filhos pequenos é quase certo de que, na idade adulta, eles seguirão o caminho do Evangelho.
Infelizmente não é o que acontece em grande número de casos: pais despreparados, famílias desestruturadas ou sem formação cristã e sem participação na vida da Igreja fazem com que os filhos cresçam alheios à fé e à prática religiosa.
A fé recebida no batismo e confirmada na crisma deve ser cultivada, cuidada, fortalecida, caso contrário, ela arrefece e, às vezes, acaba morrendo. São tantos os casos… Já é difícil os pais cumprirem essa missão evangelizadora para com os próprios filhos; imagine quando não a cumprem…
Tenha presente também que evangelizar os filhos não significa somente “ensinar-lhes” os conteúdos doutrinais da fé (aprender o catecismo). A evangelização, de modo especial, consiste no exemplo dos pais e da família, na vivência da fé em casa, na participação da vida da comunidade eclesial, na catequese, na recepção dos sacramentos da Igreja… Onde, porém, encontramos hoje famílias assim? Não é que não existam, mas são poucas.
É aqui que deveriam entrar em ação os padrinhos e madrinhas do batismo e da crisma. Eles têm dupla missão: quando a família existe de fato e cumpre seu papel cristão cabe aos parinhos e madrinhas ajudar os pais e familiares dos seus afilhados a educá-los na fé; quando, porém, a família falha ou não tem condições cabe aos padrinhos e madrinhas substituir os pais e familiares para educar seus afilhados na fé.
Se esta é a missão, como devem ser os padrinhos e madrinhas? É preciso que sejam bons cristãos, pessoas que dão testemunho de seguir o Evangelho de Jesus, gente que vive a própria fé, que participa da vida da Igreja, que se aproxima dos sacramentos, que aprecia a oração, que tem uma vida familiar de acordo com a Palavra de Deus.
Por aí você vê que ser padrinho ou madrinha não é questão de ser parente, amigo, vizinho ou pessoa a quem se deve algum favor. É preciso pôr-se desde o ponto de vista da Fé e tomar consciência de que os padrinhos e as madrinhas existem para ajudar os afilhados a crescer na fé, a amadurecer na fé. Ora, como isso pode acontecer, se os padrinhos e as madrinhas não tiverem fé, seguirem outra religião, viverem vida familiar não correspondente à Palavra de Deus, não participarem da vida da Igreja, andarem longe do Evangelho e do próprio Deus?
Você é padrinho, você é madrinha? Saiba que tem, diante de Deus e da Igreja, primeiro, a responsabilidade de procurar levar uma vida segundo o Evangelho e, depois, a missão de ajudar ou substituir os pais na educação da fé do seu afilhado ou da sua afilhada. É assim que a Igreja pensa a respeito dos padrinhos e madrinhas. Se não for assim, não tem sentido ser padrinho ou madrinha.
É útil também recordar o que a lei da Igreja estabelece a respeito dos padrinhos e madrinhas do batismo e da crisma: que eles tenham completado 16 anos, sejam católicos, crismados e já tenham feito a Primeira Comunhão. “Quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com um padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo” (Código de Direito Canônico, c.874,§ 2).
Por fim, note que os assim chamados padrinhos e madrinhas do casamento não são de fato padrinhos e madrinhas, mas simples “testemunhas”: terminado o casamento, eles não tem mais nenhuma função a desempenhar.
Conheço muito bem as dificuldades práticas que os párocos encontram nessa matéria. Há casos difíceis de resolver a fim de evitar que as pessoas acabem se afastando ainda mais da Igreja e do próprio Evangelho. Por outro lado, não há dúvida de que é fundamental investir sempre mais numa catequese adequada e estimular os católicos a viverem com coerência a vida cristã.

*Dom Hilário Moser, SDB, é bispo emérito da Diocese de Tubarão (SC). Doutor em Teologia Dogmática pela Pontificia Università Salesiana, de Roma, lecionou por vários anos no Instituto Teológico Pio XI, de São Paulo. Foi membro da Comisão Episcopal de doutrina da CNBB.

Mudanças dos padres na Diocese de Propriá

Mudança de padres na diocese de Propriá

Nesta quinta-feira 05 de abril, na Catedral Diocesana de Propriá, durante a missa da unidade, o nosso bispo diocesano, D. Mário comunicou as transferências de padres de algumas paróquias da diocese.Foram eles:
Pe. Edmilson vai para a paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Canindé do São Francisco,
Pe. Ednaldo vai para a paróquia do Sagrado Coração de Jesus em Monte Alegre de Sergipe,
Pe. Gildo vai para a paróquia de Nossa Senhora da Piedade em Graccho Cardoso,
Pe. Cícero vai, como vigário paroquial, para a paróquia de Nossa Senhora da Glória,
Pe. Antônio vai para a paróquia do Senhor das Misericórdias em Muribeca,
Pe. Clovis vai para a paróquia de Santo Antônio em Ilha das Flores,
Pe. Francisco Luiz vai para a paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Porto da Folha,
Pe. Maurício vai para a paróquia de Nossa Senhora de Lourdes em Nossa Senhora de Lourdes,
Pe. Murilo vai para a paróquia de Senhor dos Pobres em Canhoba,
Pe. Manoel Luiz vai para a paróquia de Nossa Senhora da Saúde em Japaratuba,
Pe. Inaldo vai para a paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Itabi,
Pe. Fábio vai para a paróquia de Senhora Sant'ana em Aquidabã,
Pe. Manoel Messias vai para a paróquia de São Félix de Cantalício em Pacatuba.
Que Nossa Senhora de Fátima nossa padroeira diocesana nos ajude a todos na nova missão que nos é confiada!

Pe. Fábio


Ler mais: http://www.pacatubasergipe.com/products/mudan%c3%a7a-de-padres-na-diocese-de-propria/

Domingo de Ramos em Pacatuba

No primeiro dia do mês de abril, na Comunidade do Rancho as comunidades de nossa paróquia participaram do XIII Encontrão das Comunidades promovido pela Paróquia em união com as Irmãs da Caridade de Namur e Missionários Paroquiais. Tivemos as ilustres presenças de Pe. Izaias e as Irmãs Pobres Filhas de Santo Euzébio, de Malhada dos Bois. Éramos aproximadamente 400 pessoas das diversas comunidades que desde as 9h reunidas celebramos o Domingo de Ramos. O padre Izaías fez a bênção dos ramos próximo ao campo de futebol e seguimos em procissão até as mangueiras próximo à Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens. A comunidade estava feliz e nos recepcionou com muita alegria. Muitos jovens também participaram o que deu uma cor linda ao encontro.