sábado, 31 de outubro de 2009

Novidades sobre o santo


São Felix da Cantalice

Também conhecido como “ Ás dos Capuchinhos” e Irmão Deo Gratias como era sua habitual saudação.

Nasceu em 18 de maio de 1515 em Catalice. Filho de pais piedosos ele foi pastor de ovelhas na sua infância. Na idade de 9 foi empregado como pastor em uma fazenda em Cotta Ducale onde trabalhou até os 20 anos. Um homem piedoso, Felix passava seu tempo livre em orações.
Tendo pouco educação ele tinha um amigo que lia para ele a vida dos “Padres do Deserto” e ele desejava viver como um eremita mas temia não resistir as tentações se não tivesse um superior para orienta-lo. Assim ele procurou entrar para os Capuchinhos, mas eles estavam relutantes em aceita-lo, mas finalmente o aceitaram como irmão leigo em 1543 no Mosteiro de Anticole perto de Roma. Enviado para Roma em 1547 como representante da comunidade lá ficou o resto de sua vida.
A reputação de Feliz como homem santo se espalhou rapidamente. Ele não sabia ler, não obstante teólogos o consultavam sobre espiritualidade e sobre as Escrituras. A fama dele cresceu tanto que pecadores na rua escondiam de medo dele “ver” os seus pecados.
Felix pregava nas ruas e repreendiam os políticos e oficiais corruptos e exortava aos jovens a não continuar com a vida dissoluta que viviam. Certa vez durante o Carnaval, Feliz e São Filipe Neri organizaram uma procissão dos Capuchinhos bem no meio da folia. Fra Lupo um conhecido Pregador Capuchinho falou para multidão e o Carnaval foi extinto por alguns anos.
Felix trabalhava com as crianças de Roma e sua inerente simplicidade fazia com que as crianças confiassem nele. Ele compôs pequenos hinos para ensiná-los o catecismo. Os hinos e cantigas ficaram muito populares e quando Feliz estava fazendo pedindo esmolas de casa em casa vários cidadãos romanos o convidavam para entrar e cantar para eles. Ele via este convite como uma oportunidade para ensiná-los e sempre os atendia. Durante a fome de 1580 os pais da cidade, pediram aos Capuchinhos para que eles emprestassem Felix como o angariador de fundos e ele trabalhou sem cessar durante todo período. Seu amigo São Felipe Neri, considerava Felix o maior santo vivo de sua época e se referia a ele como seu mestre espiritual.
Ele dormia pouco, atendia a missa todas às manhãs, tinha uma grande devoção a Nossa Senhora e freqüentemente recitava o Rosário e algumas vezes tinha visões e entrava em êxtase e ficava sem conseguir terminar as orações. Ele recebeu uma visão da Virgem Maria durante a qual ela o deixou segurar o Menino Jesus em seus braços. Ele faleceu no dia 18 de maio de 1587 de causas naturais e durante seu funeral centenas de pessoas se machucaram na ânsia de entrar na igreja e foi necessário furar as pressas, uma parede para fazer uma porta extra que permitissem aos fieis entrarem na igreja. Ele foi enterrado sob o altar da Igreja da Imaculada Conceição e seu túmulo se tornou local de peregrinação e vários milagres foram creditados a sua intercessão.
Foi logo aclamado pelo povo de Roma com santo. Foi beatificado em 1° de outubro de 1625 pelo Papa Urbano VIII e canonizado em 22 de maio de 1712 pelo Papa Clemente XI.
Na liturgia da Igreja, ele é representado como: 1) Um frei segurando o Menino Jesus ou ; 2) com São Felipe Neri ou; 3) com Carlos Borromeo ou; 4) como um Capuchinho carregando uma sacola de pedinte.
Sua festa é celebrada no dia 18 de maio.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sua vida



São Félix de Cantalício: felicidade plena no despojamento



Durante quarenta anos o humilde capuchinho Frei Félix pediu esmolas para seu convento, tornando-se uma das mais queridas figuras da Cidade Eterna



Plinio Maria Solimeo



Em nossa época de luta de classes e de revoltas sociais, é oportuno conhecer a vida de um Santo que nasceu, viveu e morreu na mais extrema pobreza, louvando sempre a Deus e cantando suas glórias. São Félix de Cantalício é um dos mais joviais e alegres Santos do Calendário. Tinha ele a perfeita alegria de servir a Deus na pessoa de seus superiores e irmãos, e, apesar de sua mortificação contínua, nunca perder o bom humor.






















Era comum ver-se em Roma um espetáculo inusitado: São Félix ajoelhar-se para receber a bênção de São Felipe Néri e este ajoelhar-se ao mesmo tempo, pedindo a bênção de Frei Felix



Família pobre, mas temente a Deus
Terceiro de uma família de cinco, Félix nasceu em Cantalício, pequeno povoado italiano do território de Cità Ducale, na província da Umbria. Seu pai, chamado Santo de Carato, e sua mãe, de nome Santa, eram pobres camponeses cuja única riqueza consistia em oferecer a seus filhos a Religião católica, que lhes ensinaram desde o berço.
Aos 12 anos, para diminuir uma boca na tão parca alimentação doméstica, Félix foi mandado trabalhar em Cità Ducale, na fazenda de um homem temente a Deus, que dele cuidava como se pertencesse à sua família. A infância e juventude de Félix podem ser resumidas nestas palavras: poucas letras, muito trabalho e muita oração.
Pastoreando o gado do patrão, Félix gravava uma cruz no tronco de alguma árvore e, de joelhos, rezava muitos terços. Aos poucos, guiado pelo Espírito Santo, começou a fazer meditação durante o trabalho, chegando à contemplação de Deus em suas obras. Dizia: "Todas as criaturas podem levar-nos a Deus, contanto que saibamos olhá-las com olhos simples".
Seus companheiros de infância, e depois de juventude, tanto o respeitavam que só se referiam a ele como São Félix. Em sua presença, nenhuma palavra menos pura, nenhuma brincadeira duvidosa, nenhum ato equívoco se praticava. E todos se contagiavam com a alegria que ele irradiava ao seu redor, fruto de sua perfeita conformidade com a vontade de Deus.
Assistia à Missa diariamente e dedicava seu tempo livre à oração e às boas obras.



Acidente leva-o ao estado religioso
Nessa vida simples e inocente, viveu 28 anos. Um acidente, que pôs em risco sua vida, levou-o a decidir fazer-se religioso. Estava ele arando o campo com uma junta de bois, quando estes, assustando-se por algum motivo, voltaram-se contra ele, que caiu por terra, e passaram com o arado por cima dele. Quando se levantou sem nenhum arranhão, Félix viu naquilo um aviso de Deus e foi pedir admissão no mosteiro capuchinho da cidade.
O guardião que o atendeu, para certificar-se de sua vocação, descreveu as austeridades da Ordem com tintas muito carregadas. Félix replicou-lhe que, se na cela houvesse um Crucifixo, bastaria olhá-lo para suportar qualquer sofrimento ou contrariedade. Ciente de que estava diante de alguém que meditava constantemente na Paixão do Salvador, o guardião o admitiu de muito bom grado.
Seu noviciado em Áscoli, para onde foi enviado, caracterizou-se por uma oração contínua dia e noite, e por febres graves e prolongadas, que ele julgou ser de origem infernal para impedi-lo de seguir a regra com toda a fidelidade. Por isso, um dia levantou-se e foi dizer ao superior que estava são. E realmente começou a trabalhar e a seguir todos os pontos da regra, inclusive jejuns, sem maior dificuldade.



Alegre pedinte nas ruas da Cidade Eterna
Félix aprendia de memória orações, antífonas, salmos, versículos, hinos litúrgicos e passagens evangélicas para alimentar sua devoção. Com freqüência, rogava ao mestre de noviços que redobrasse suas penitências e mortificações e o tratasse com mais severidade que aos outros, pois julgava seus companheiros mais dóceis e inclinados à virtude.
Em 1545, aos 30 anos, pronunciou os votos solenes. Transcorridos quatro anos, foi enviado a Roma. Durante 40 anos, ou seja, quase até a morte, saía diariamente para pedir esmolas nas ruas da cidade, visando a manutenção da comunidade.
Sempre alegre e contente, dizia a seu companheiro de fadigas: "Bom ânimo, irmão: os olhos na Terra, o espírito no Céu, e na mão o santíssimo rosário".
Além de solicitar esmolas para seu convento, ele também, com licença do superior, pedia com o fim de auxiliar outros necessitados. Socorria principalmente os meninos abandonados nas ruas da cidade.
Para chamar a atenção do povo, costumava gritar: Deo gratias (graças a Deus), pelo que ficou conhecido na cidade como Frei Deogratias. Sua humildade era a fonte de sua jovialidade. Dizia: "Eu não sou frade, mas estou com os frades; sou o jumentinho dos capuchinhos". E quando alguém lhe perguntava como ia, respondia: "Estou melhor do que o Papa, que tem tantos contratempos; eu não trocaria este alforje pelo papado e o Rei Felipe juntos... Vivo tão feliz, que já me parece estar no Céu".

Três grandes santos encontram-se em Roma

São Felipe Néri Nas apinhadas ruas da Cidade Eterna, encontrava-se com todo mundo, inclusive santos. Um deles era o grande Felipe Neri, tão jovial e cheio de bom humor quanto Frei Félix. E eles se saudavam à sua maneira:
- Bom dia, Frei Félix - dizia-lhe Felipe -. Oxalá o queimem pelo amor de Deus. Assim irá mais depressa ao Paraíso!
- Saúde, Padre Felipe - respondia-lhe o capuchinho -. Oxalá o matem a pauladas e o esquartejem em nome de Cristo!
Era comum ver-se em Roma esse espetáculo inusitado: o capuchinho ajoelhar-se para receber a bênção do Padre Felipe, e este ajoelhar-se ao mesmo tempo, pedindo a bênção de Frei Félix.
Certo dia Frei Félix encontrou-se na rua com o próprio Papa, que lhe suplicou um pedaço de pão ganho de esmola. Mas que pegasse um qualquer, sem escolher. O capuchinho enfiou a mão no alforje e tirou justamente um pão preto e ressequido que deu ao Papa, sorrindo e dizendo: "Ainda bem, Santo Padre, que Vossa Santidade também já foi monge!"
Outro santo que admirava e procurava a amizade de Frei Félix era o Cardeal Carlos Borromeu. Pediu-lhe este um conselho para transmitir a seus sacerdotes, a fim de progredirem na virtude. Frei Félix respondeu: "Que cada sacerdote se preocupe em celebrar muito bem a Missa e em rezar muito devotamente os salmos que têm que rezar cada dia, no Ofício Divino".
Em outra ocasião, São Carlos Borromeu pediu a São Felipe Neri que revisse umas regras que havia redigido para alguns oblatos. São Felipe pediu-lhe que as mostrasse a São Félix. Este ficou estupefato, pois era quase analfabeto e sem estudos. Mas São Carlos Borromeu insistiu e ele fez a revisão, mostrando alguns pontos em que havia um pouco demais de severidade. O Cardeal admirou a prudência e sabedoria do humilde leigo.
Quando perguntavam a Frei Félix de onde lhe vinha tanta sabedoria, ele respondia: "Toda minha ciência está encerrada em um livrinho de seis letras: cinco vermelhas, as chagas de Cristo, e uma branca, a Virgem Imaculada".

Nossa Senhora entrega-lhe o Menino Jesus
E a devoção de Félix à Virgem manifestava-se a cada passo, nas ruas da Cidade Eterna, diante das inúmeras Madonas que adornam prédios e monumentos. Dizia: "Lembrai-vos que sois minha Mãe. E eu sou sempre um pobre menino, e os meninos não podem andar sem a ajuda da mãe. Não me solteis jamais de vossas mãos".
Um dia em que Frei Félix rezava no convento diante de uma imagem de Nossa Senhora com o Menino, esta, segundo testemunha ocular, cedeu-lhe o Menino para que o acariciasse. Isso foi imortalizado numa tela pelo grande pintor Murilo.
Frei Félix possuía outro talento: dotado de bela voz de barítono, compunha e cantava canções religiosas, que logo se tornaram populares em Roma.
Um seu contemporâneo assim o descreve: "Baixo de estatura, mas de corpo cheio e decentemente robusto. A fronte espaçosa e enrugada, as narinas abertas, a cabeça algo grande, os olhos vivos e de cor puxando para o negro; a boca, não afeminada, mas grave e viril, e o rosto alegre e cheio de rugas; a barba não comprida, mas inculta e espessa; a voz aprazível e sonora; a linguagem de tal qualidade que, se bem que rústico, por ser simples e humilde, convertia em formosura a rusticidade".

Prêmio da glória eterna e canonização
Túmulo de São Félix na Igreja dos Capuchinhos, em Roma Em sua vida de religioso, diz um seu biógrafo, Frei Félix praticou com perfeição exemplar os três votos monásticos: "Obediente, sem vacilações nem resistências; pobre até os limites do mais absoluto desprendimento; e casto, com a inocência de quem não conheceu derrotas nem sabe o que é a malícia da paixão".(1)
Enfim, em maio de 1587, aos 72 anos de idade, Frei Félix de Cantalício entregou sua pura e inocente alma a Deus.
O povo de Roma quis canonizá-lo imediatamente. O Papa reinante, Sixto V, que o conhecera bem, coletou 18 milagres operados pelo Santo para sua beatificação. Frei Félix de Cantalício foi canonizado em 1712.(2)
E-mail do autor: pmsolimeo@uol.com.br
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NOTAS:
1. Frei Prudencio de Salvatierra, OFM cap, San Félix de Cantalicio, em Las grandes figuras capuchinas. Madrid, Ed. Studium, 1957, 2.ª ed., pp. 17-33.
2. Outras fontes de referência:
-Frai Leopoldo de Alpandeire, San Félix de Cantalício.
- Francisco Javier Martín Abril, San Félix de Cantalicio, em Año Cristiano, Tomo II, Madrid, Ed. Católica (BAC 184), 1959, pp. 410-415.
- San Félix de Cantalício, www.churchforum.org.mx/santoral/Mayo
- Catolicismo/Hagiografia/felix_de_cantalício.htm.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Festa do padroeiro 2009


Que tal saber um pouco mais sobre a festa do padroeiro?

Já há muito tempo a festa do padroeiro vem sendo em novembro sempre em torno do dia 20 de novembro sendo que o encerramento da festa estava sempre no fim de semana mais próximo, o que causava um choque com a festa de N. Sra. do Desterro, de Japoatã. Há cinco anos a festa ganhou data fixa e desde então vem crescendo a participação de todos os seus devotos.
Este ano a programação está quente com participação de vários padres e com uma proposta de participação intensa por parte de todos. veja a programação na comunidade são félix (orkut).
Ao longo do novenário também estaremos fazendo rifas para angariar fundos em prol da reforma da Igreja Matriz de São Félix de Cantalício. Ajude-nos a conservar esta riqueza da comunidade.
Aguarde a história de São Félix!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por que o blog?

A mídia está nos possibilitando está cada vez mais inteirado e interagindo com o mundo. Por isso vimos utilizar deste recurso para tornar mais conhecida a devoção a Sao Félix de Cantalício, padroeiro da paróquia de Pacatuba em Sergipe. Aqui estaremos noticiando os acontecimentos desta comuniade de fieis que procura ser discípulos e missionários de Jesus.